EU QUERO TER A LIBERDADE DE PODER COMER O QUE EU QUISER SEM JULGAMENTOS!

Quando o papel de nutricionista também pesa e cansa:




Recentemente eu escutei do porteiro aqui do prédio em que trabalho quando estava voltando do almoço: ...

“Você deve comer pouquinho, né? Só salada...essas coisas levinhas!”

“Você não come feijão, arroz, macarrão, essas coisas, né?”


Essa é a quarta vez que ele questiona esse tipo de coisa. E eu já expliquei nas outras três vezes, de forma paciente, que isso não é uma realidade e que entendo ele pensar dessa forma, porque é isso que caos social fez conosco - profissionais dessa área. E ele é apenas mais uma vítima dessa construção equivocada da nutrição. Mas, eu também!



Então, dessa vez, eu não pude mais ser paciente. Dessa vez, minha mente estava esgotada desse tipo de comentário. Dessa vez, não deu pra ser empática e acolhedora. Dessa vez, eu passei direto e entrei no elevador.

Antes de ser profissional, eu também sou humana. E eu sinto tudo como todos também sentem.


EU QUERO TER A LIBERDADE DE PODER COMER O QUE EU QUISER SEM JULGAMENTOS!


Quero poder escolher o que entra no meu prato sem precisar me preocupar com os rótulos que as pessoas colocam sobre a minha profissão.

Não quero me sentir obrigada a TER QUE ser a fofinha compreensível toda vez que sentir minha liberdade ser invadida por essas pressões sociais.


Sim! Eu como DE tudo! Como sem restrições, sem modinhas, sem regras.

Como com consciência porque aprendi a ouvir e respeitar meu corpo e a dar a ele o que ele precisa. A nutrí-lo integralmente!


Essas pressões sobre a minha profissão foi também um dos motivos que me fizeram ressignificar a minha relação com meu trabalho e comigo.

Minha alma quis expandir e ganhar novos espaços para comunicar outras coisas. E eu cansei de tentar caber em caixas e me sentir sufocada.

Isso acontecia com frequência e praticamente todo dia de diferentes formas!


Por mais que hoje eu me apresente como terapeuta e dê mais foco nas Terapias Holísticas, eu ainda sou nutricionista e ainda trabalho com a Alimentação Intuitiva que é a que continuo acreditando e que é aliada aos meus valores pessoais e profissionais.


Então, por gentileza, respeitem nossa profissão. E parem de julgar o nosso prato!!!


Graças, eu tenho uma relação de paz com a comida na minha vida, mas poderia ser alguém que tem um relacionamento conflituoso com a alimentação dela; alguém com transtornos alimentares e afins; poderia ser alguém com a saúde mental comprometida... e esse tipo de comentário só somatiza os problemas.

Não seja essa pessoa!



P.S.: feijão, arroz e macarrão são alimentos incríveis da nossa cultura brasileira! Valorizem!





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